Os pés cruzam-se
Grudam, soltam-se e açoitam-na
As madeiras, que se tacam,
E não atacam. O som...
O chão acariciado
Pegadas formam um caminho
Traçado, levo a você
Mas não sou eu, é ela
Ela que é sua, é nua
Ilumina a lua que ilumina você
Ela
Canto a ela por teu encanto
Que não roubou o que eu não tive
O que não vive, já enterrei
Como o órgão interno no corpo e ainda pulsa.
A ela.
Tentativa falha de colocar em palavras o que é dito, maldito ou bendito, no dia nosso de cada pão.
26 de março de 2008
13 de março de 2008
Sentada Pulo
Sentir um gosto amargo
Com o ventre, azedo
Sulco verde, latente
É o...
Sente-se no estômago
E a pobre razão, coitada
Não é a culpada
Se fosse raiva no âmago
Nego. Nego a negra sensação.
Pego. Pego o quente e engulo.
E rulmino-o. Há tensão.
Grito calada e sentenda pulo.
(Uma fala)
Nem toda amizade é desejada.
Com o ventre, azedo
Sulco verde, latente
É o...
Sente-se no estômago
E a pobre razão, coitada
Não é a culpada
Se fosse raiva no âmago
Nego. Nego a negra sensação.
Pego. Pego o quente e engulo.
E rulmino-o. Há tensão.
Grito calada e sentenda pulo.
(Uma fala)
Nem toda amizade é desejada.
12 de março de 2008
Minutos Que Escorrem
Os minutos, como lesmas, escorrem
Deslizam pela fria superfície da sala
Parecem parados, atracados no porto
Da vagareza que envolvem as cinzas manhãs
Por dentro, sinto tudo torto
Desce pela goela a aspereza das maçãs
Como extenso é o tempo
Quando se entra no avião
Sofro na densidade do momento
Que relaxa as horas, após a sofreguidão
Chegar a você é lacrimejar de alegria
E derramar-se a cada despedida
É rogar para que o mundo encurte
E não haja partidas, nem o frescor
Das incandescentes gotas. Que me furte...
A união, fim esperado pelo amor.
Deslizam pela fria superfície da sala
Parecem parados, atracados no porto
Da vagareza que envolvem as cinzas manhãs
Por dentro, sinto tudo torto
Desce pela goela a aspereza das maçãs
Como extenso é o tempo
Quando se entra no avião
Sofro na densidade do momento
Que relaxa as horas, após a sofreguidão
Chegar a você é lacrimejar de alegria
E derramar-se a cada despedida
É rogar para que o mundo encurte
E não haja partidas, nem o frescor
Das incandescentes gotas. Que me furte...
A união, fim esperado pelo amor.
29 de fevereiro de 2008
Cheio
O branco
Quando aparece
As palavras
Desaparecem
As sensações
Já nos esquecem
O que se foi
E me deixou
Escrevo
O que acontece
Quando não há nada
E o interior fenece
E cada linha
Já enaltece
O que pode vir
O que já me amou
E só as letras traduzem
Como cheio de vazio eu sinto
O corpo que não anda
O coração que não bate
A casa que não abriga
O que leva e não rebate.
Quando aparece
As palavras
Desaparecem
As sensações
Já nos esquecem
O que se foi
E me deixou
Escrevo
O que acontece
Quando não há nada
E o interior fenece
E cada linha
Já enaltece
O que pode vir
O que já me amou
E só as letras traduzem
Como cheio de vazio eu sinto
O corpo que não anda
O coração que não bate
A casa que não abriga
O que leva e não rebate.
18 de fevereiro de 2008
A Cada Gota
O mundo
Imundo
Antagônico
Agonizante
Suspira
Quebra a ira
No travesseiro
A cabeça afunda
Se inunda
Pensamantos
Bons momentos
Com você
Tão inteiros
Banho-me a cada gota
De boas visões úmidas
Que tocam mente e alma
Corpo e coração
E já mergulhei totalmente
Quando adormeço e elas se vão.
Imundo
Antagônico
Agonizante
Suspira
Quebra a ira
No travesseiro
A cabeça afunda
Se inunda
Pensamantos
Bons momentos
Com você
Tão inteiros
Banho-me a cada gota
De boas visões úmidas
Que tocam mente e alma
Corpo e coração
E já mergulhei totalmente
Quando adormeço e elas se vão.
10 de fevereiro de 2008
O Menino do Livro
O menino do livro
Que lê, fala
Escreve versos
Debate a variedade
Dos assuntos mais complexos
Aconselha as dificuldades
O menino do livro
Vira página do avesso
Enterra todos com suas covas
E os renasce com belas palavras
Já é qualquer personagem
Do popular a Costa Gavras
O menino do livro
Com sorriso tão suave
Grita que sou mulher
Me nomeia todas as estrelas
É tudo que ela quer...
O menino do livro
Já mudou todo um mundo
E pode se transformar
Do mais nobre ao vagabundo.
Que lê, fala
Escreve versos
Debate a variedade
Dos assuntos mais complexos
Aconselha as dificuldades
O menino do livro
Vira página do avesso
Enterra todos com suas covas
E os renasce com belas palavras
Já é qualquer personagem
Do popular a Costa Gavras
O menino do livro
Com sorriso tão suave
Grita que sou mulher
Me nomeia todas as estrelas
É tudo que ela quer...
O menino do livro
Já mudou todo um mundo
E pode se transformar
Do mais nobre ao vagabundo.
8 de fevereiro de 2008
Brasa do Meio
Sentir verdadeiramente
É como a brasa
Brilha vêementemente
Sem casa, nem asa
Arde sempre
Pode acalmar ou não
Queima o ventre
E resfria a mão
Se esquece
Acha-se apagada
Pensa que falece
A sensação dourada
E uma brisa
Um vento certeiro
Apenas frisa
O que sabe o corpo inteiro
O sentir verdadeiro
É brasa fixa na alma
Protegida no meio
Mas que nunca está calma.
É como a brasa
Brilha vêementemente
Sem casa, nem asa
Arde sempre
Pode acalmar ou não
Queima o ventre
E resfria a mão
Se esquece
Acha-se apagada
Pensa que falece
A sensação dourada
E uma brisa
Um vento certeiro
Apenas frisa
O que sabe o corpo inteiro
O sentir verdadeiro
É brasa fixa na alma
Protegida no meio
Mas que nunca está calma.
Assinar:
Postagens (Atom)