18 de junho de 2007

Aniversariando

1..2
12...
21.

Os anos passam
E o mundo gira
cada vez mais rápido

As maria-chiquinhas de ontem
São os longos cabelos de hoje
De um período nada plácido

A saudade...a idade
As horas que não voltam mais
E qualquer descrição à tarde
Tornam-se versos banais

Viva o vivo hoje
que já passou
E o instante futuro
que já chegou.

3 de junho de 2007

Não Se Pode Perder

Nesses dias
Dias de céu cinza
O cheiro de manteiga
A exibição das telas
É o "aconhegador"

E falando em dor
Vejo telas amarelas
Sinto falta de um amor

Sabe como é o ter
O ter de esquecer alguém
O ter de se sentir desfalecer?

Sei como é o amar
Amar de corpo e alma
Amar sem medir nem julgar

Fui rejeitada
insultada, ferida
com eufemismo, exilada!

Perdi o que sempre quis ter
No momento em que tive
Ou achei que tivesse
É não tinha
Não é assim que se vive
E o que nunca se teve não se pode perder.

É junho de 2007

É Junho!

E esse frio está meio afundador

Vai ver que é o ano

Mas espantemos qualquer terror

desse inverno insano!


Vamos celebrar às festas

Comemorar os aniversários

E que as gargalhas, sejam estas

As primeiras a sair dos armários!

1 de junho de 2007

Deito

Deito
Em meu leito
Estreito
Sem conceitos

Me cubro
com cobertor rubro

Preguiça
Enguiça

Me desanimo
Sem tino
Não domino

O sono
Sem trono

Mortal
E tchau.

30 de maio de 2007

Vinte e dois

De dois em dois
Expande-se a luz do sol
Acarinhando com o quente
Os dias de inverno
E o aconchego do hálito
Que vasa de um sorriso
Nos extrai do frio
E expulsa a solidão
Ao menos por dois segundos
Ao menos por duas palavras
Lástima é da distância ser uma escrava
Quero reduzir este vasto mundo
Pela desconhecida emoção
Que existe na tela, no fio
Causa em minha saia o friso
Pelo tempo sentada, um hábito
O sentimento mais terno
Pela composição envolvente
Ressonante do rubro farol
Mais belo som em plenos 22.





26 de maio de 2007

Friagem


Solidão
Dói
Dor de frio
Friagem
Viagem
Viajar no Rio
Mio
Cio
Copio
Colo
Eu quero
Coro
Num só.

17 de maio de 2007

Dançarei

Subi as escadas
No primeiro degrau
Postura formada
Cheguei

As pernas vibram
O coração sente
Os músculos apertam
Girei

Rodopio de ponta a ponta
Corro, corro e salto
Imaginação que desponta
Deitei

Minhas mãos tocam a superfície
Acariciam a madeira, o linóleo
E num movimento artífice
Levantei

Cada junção ativa-se
A visão dilata
O corpo comunica-se
Ouvirei

Uma música é traduzida
Por um composto orgânico
E biologicamente é conduzida
Arfei

Ensaiar até a eternidade
Para a perfeição pretentida
Nunca chegar...que vontade...
Ah, dancei
Danço
E dançarei.