1..2
12...
21.
Os anos passam
E o mundo gira
cada vez mais rápido
As maria-chiquinhas de ontem
São os longos cabelos de hoje
De um período nada plácido
A saudade...a idade
As horas que não voltam mais
E qualquer descrição à tarde
Tornam-se versos banais
Viva o vivo hoje
que já passou
E o instante futuro
que já chegou.
Tentativa falha de colocar em palavras o que é dito, maldito ou bendito, no dia nosso de cada pão.
18 de junho de 2007
3 de junho de 2007
Não Se Pode Perder
Nesses dias
Dias de céu cinza
O cheiro de manteiga
A exibição das telas
É o "aconhegador"
E falando em dor
Vejo telas amarelas
Sinto falta de um amor
Sabe como é o ter
O ter de esquecer alguém
O ter de se sentir desfalecer?
Sei como é o amar
Amar de corpo e alma
Amar sem medir nem julgar
Fui rejeitada
insultada, ferida
com eufemismo, exilada!
Perdi o que sempre quis ter
No momento em que tive
Ou achei que tivesse
É não tinha
Não é assim que se vive
E o que nunca se teve não se pode perder.
Dias de céu cinza
O cheiro de manteiga
A exibição das telas
É o "aconhegador"
E falando em dor
Vejo telas amarelas
Sinto falta de um amor
Sabe como é o ter
O ter de esquecer alguém
O ter de se sentir desfalecer?
Sei como é o amar
Amar de corpo e alma
Amar sem medir nem julgar
Fui rejeitada
insultada, ferida
com eufemismo, exilada!
Perdi o que sempre quis ter
No momento em que tive
Ou achei que tivesse
É não tinha
Não é assim que se vive
E o que nunca se teve não se pode perder.
É junho de 2007
É Junho!
E esse frio está meio afundador
Vai ver que é o ano
Mas espantemos qualquer terror
desse inverno insano!
Vamos celebrar às festas
Comemorar os aniversários
E que as gargalhas, sejam estas
As primeiras a sair dos armários!
1 de junho de 2007
Deito
Deito
Em meu leito
Estreito
Sem conceitos
Me cubro
com cobertor rubro
Preguiça
Enguiça
Me desanimo
Sem tino
Não domino
O sono
Sem trono
Mortal
E tchau.
Em meu leito
Estreito
Sem conceitos
Me cubro
com cobertor rubro
Preguiça
Enguiça
Me desanimo
Sem tino
Não domino
O sono
Sem trono
Mortal
E tchau.
30 de maio de 2007
Vinte e dois
De dois em dois
Expande-se a luz do sol
Acarinhando com o quente
Os dias de inverno
E o aconchego do hálito
Que vasa de um sorriso
Nos extrai do frio
E expulsa a solidão
Ao menos por dois segundos
Ao menos por duas palavras
Lástima é da distância ser uma escrava
Quero reduzir este vasto mundo
Pela desconhecida emoção
Que existe na tela, no fio
Causa em minha saia o friso
Pelo tempo sentada, um hábito
O sentimento mais terno
Pela composição envolvente
Ressonante do rubro farol
Mais belo som em plenos 22.
Expande-se a luz do sol
Acarinhando com o quente
Os dias de inverno
E o aconchego do hálito
Que vasa de um sorriso
Nos extrai do frio
E expulsa a solidão
Ao menos por dois segundos
Ao menos por duas palavras
Lástima é da distância ser uma escrava
Quero reduzir este vasto mundo
Pela desconhecida emoção
Que existe na tela, no fio
Causa em minha saia o friso
Pelo tempo sentada, um hábito
O sentimento mais terno
Pela composição envolvente
Ressonante do rubro farol
Mais belo som em plenos 22.
26 de maio de 2007
17 de maio de 2007
Dançarei
Subi as escadas
No primeiro degrau
Postura formada
Cheguei
As pernas vibram
O coração sente
Os músculos apertam
Girei
Rodopio de ponta a ponta
Corro, corro e salto
Imaginação que desponta
Deitei
Minhas mãos tocam a superfície
Acariciam a madeira, o linóleo
E num movimento artífice
Levantei
Cada junção ativa-se
A visão dilata
O corpo comunica-se
Ouvirei
Uma música é traduzida
Por um composto orgânico
E biologicamente é conduzida
Arfei
Ensaiar até a eternidade
Para a perfeição pretentida
Nunca chegar...que vontade...
Ah, dancei
Danço
E dançarei.
No primeiro degrau
Postura formada
Cheguei
As pernas vibram
O coração sente
Os músculos apertam
Girei
Rodopio de ponta a ponta
Corro, corro e salto
Imaginação que desponta
Deitei
Minhas mãos tocam a superfície
Acariciam a madeira, o linóleo
E num movimento artífice
Levantei
Cada junção ativa-se
A visão dilata
O corpo comunica-se
Ouvirei
Uma música é traduzida
Por um composto orgânico
E biologicamente é conduzida
Arfei
Ensaiar até a eternidade
Para a perfeição pretentida
Nunca chegar...que vontade...
Ah, dancei
Danço
E dançarei.
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